Editorial

Heliana Conde

Resumo


Muito haveria a dizer sobre este número tão atrasado, sobre este presente tão doloroso, sobre estas eleições em que, além de pela tolice política da “democracia parlamentar”, somos confrontados à defesa da ditadura e da tortura por candidatos líderes, messias, salvadores da pátria, policialescos....a serem tolerados, paradoxalmente – já que atacam as suas condições de existência –, em nome da defesa da mesma “democracia”.

Não sei  se o número será lançado antes de 28 de outubro. Se o for, ainda há tempo de evitar o pior do pior, pois na pior já estamos, digitando 13 – uma revista como a nossa goza da vantagem de não ter medo (nem sede a ser atacada por fascistas). Se sair depois, e o pesadelo se confirmar, mais do que nunca ela se mostrará necessária a alguma conspiração (respiração conjunta, Guattari dixit) possível.

Apesar de tudo, porém, ainda há vida libertária e inteligente nas redes, por mais que elas pareçam, hoje,  meros reféns passivos da idiotização planetária em marcha. Por isso, tentando preservar a alegria, embora muito triste para dizer algo de belo e forte, recorro, no presente editorial, ao texto de Alexandre Magno de Carvalho, “Somos todos Bendegó”. Através dele, agradeço aos colaboradores de todas as horas por mais este número, vivo, rigoroso e intenso, de Mnemosine.

Saúde e Liberdade, sempre.

Boa leitura.

Até breve.


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