A crítica do simbólico em Fernand Deligny

René Lourau

Resumo


O artigo aborda a crítica radical que o educador francês Fernand Deligny endereça à primazia e/ou onipresença da noção de simbólico em variados setores da prática (pedagogia, terapêutica, reabilitação, etc.) e da teoria. Privilegia, neste sentido, o percurso deligniano, denominado aclínico, com crianças autistas, desenvolvido ao longo de quarenta anos na montanha de Cévennes, ao sul da França. A gênese teórica do conceito de rede, fundamental neste empreendimento, é explorada em sua vinculação à gênese social, propiciando uma apreensão histórico-crítica do trabalho de Deligny, na qual se destaca a análise de suas implicações existenciais e intelectuais, explicitamente compartilhadas pelo autor do artigo. 

Revisão técnica da versão atual e das notas dos tradutores por Eder Amaral.


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