Um passeio pela História Oral em companhia de Portelli, Foucault e Coutinho

Elza Ibrahim

Resumo


Este artigo focaliza a relação entre o filósofo-historiador Michel Foucault, o oralista italiano Alessandro Portelli e o documentarista Eduardo Coutinho no que esses três autores problematizam a respeito da subjetividade como produção, da verdade enquanto circunstanciada - abrindo um campo de possíveis - e da história enquanto lugar onde se engendram singularidades. Iniciamos o trabalho com um breve histórico sobre os caminhos da História Oral, mostrando a importância da relação entre as narrativas orais e a subjetividade do narrador, destacada por Portelli, adunando suas ideias à contribuição de Coutinho, que prioriza a verdade em toda a sua contingência. Articulado a esses dois autores, trazemos o pensamento crítico de Foucault quanto aos modos de sujeição impostos ao homem no decorrer dos séculos, especialmente com respeito à figura do louco-criminoso encarcerado no interior dos manicômios.

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