A música de Luiz Gonzaga no território da “invenção das tradições”

Jonas Rodrigues de Moraes

Resumo


A música de Luiz Gonzaga representa o Nordeste simbolicamente não apenas através de imagens de ruralidade, mas emerge numa trajetória de migrante, no “entre lugar” campo e cidade. É nesses espaços intersticiais e de deslocamento do Sertão nordestino e do Sudeste do país que o repertório musical de Gonzaga será construído. A música de Gonzaga, antes de ganhar popularidade nacional, era tocada em rústicas cabanas de chão de barro batido, com lampiões e lamparinas acessas. O baião sacudia a poeira de casas e dos vilarejos, indo até o “dia raiá”. Essa “paisagem sonora” é percebida nos sons onomatopaicos da música falada de Luiz Gonzaga, “Samarica Parteira”, que com uma linguagem do português arcaico produz  imagens sonoras que levam o ouvinte/receptor a uma cena típica vivenciada pelas mulheres e homens no cotidiano nordestino das décadas de 1940 a 1950.

Palavras-chave


Campo/cidade; Nordeste; baião

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