Entre a normatividade e a normalidade: contribuições de G. Canguilhem e M. Foucault para as práticas de saúde

Tatiana Ramminger

Resumo


Nesse artigo discutimos a operacionalidade dos conceitos de normatização e normalização para pensar as práticas de saúde no contexto da Saúde Coletiva. A Saúde Coletiva pretende ser uma ruptura com a Saúde Pública, ao negar o monopólio do discurso científico e biológico, incluindo as dimensões simbólica, ética e política na discussão sobre as condições de saúde da população. Sendo assim, na primeira parte do artigo acompanhamos o nascimento da Saúde Pública, bem como a problematização desse modelo pela Saúde Coletiva. Em seguida, apresentamos duas importantes contribuições para essa desconstrução: as considerações em torno do normal e do patológico, realizadas por G. Canguilhem e os estudos de M. Foucault sobre a disciplinarização da sociedade moderna. Ao final, relacionamos diferentes concepções de saúde com o pensamento de Canguilhem, no intuito de refletirmos sobre como a Saúde Coletiva pode constituir práticas de ação coletivas que sejam também normativas e não apenas normalizadoras.

Palavras-chave


Normatividade; Normalidade; Saúde Coletiva

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